Diários de bicicleta

A bem da verdade, fotografar com o celular não é a única reinvenção dessa viagem. A outra, porém, foi bastante programada. Como 2014 foi o ano que aprendi a andar de bicicleta, decidi que iria tentar experimentar algumas aventuras sobre rodas nessa primeira viagem. Por enquanto, tem sido melhor do que todo o esperado.

Como eu havia sonhado quando decidi aprender a andar, estar sobre rodas me abre algumas novas possibilidades. E em Atacama tem sido assim, podendo visitar lugares que são perto demais para um “tour guiado”, mas longe demais para ir a pé.

Hoje me enfiei numa auto-estrada e em algumas vias de terra batida, tentando ver com mais calma alguns pontos por onde o ônibus tinha passado na noite anterior. A paisagem lunar da estrada que liga Calama a São Pedro encanta pelas belezas e pelos detalhes. Ao longo da via, gigantescos reatores eólicos e milhares de postes com captação solar, as energias mais que abundantes no deserto chileno.

Entre uns e outros, algumas dezenas de memoriais às vítimas de acidentes de trânsito. Porém, ao contrário da sobriedade daqueles que vemos no Brasil, aqui os jazigos de alerta são bastante coloridos e invariavelmente acompanhados de uma bandeira chilena. Em alguns casos, descansa ali também o carro que levou o defunto embora.

Na entrada de São Pedro, uma quadra de tênis  de terra batida, construída de improviso como são de improviso nossos campos de futebol. Fiquei me perguntando se eles também faziam bola de meia pra jogar tênis. Andar de bicicleta me faz rir até das piadas sem graça que eu mesmo invento.

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No alto do morro, uma homenagem a João Paulo II
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Carabineiros – Siempre un amigo

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