(Passeio 2, Parte 1, Tatio)
Geiser, pra mim, sempre foi algo de cartoon. Aquele monte de água que explode do chão de um jeito aleatório e põe pros ares os vilões do Pica-Pau. Era como a neve, as meias de natal ou o açúcar em cubos: esse monte de coisa que eu sempre achei que não existisse, que fosse criação de algum roteirista engraçado da Warner Brothers. O que é que há, velhinho?
Aí, ano passado, um amigo viajou para um país nórdico para ver, entre outras coisas, Geiseres. Fiquei cheio de curiosidade, tentando imaginar se tudo era tão caótico quanto nos desenhos animados. Se, de repente, você tá andando numa das ruas da Islândia e ele explode, como acontece normalmente com os bueiros aqui no Brasil.
Curiosidade matada. Em Atacama existe uma das maiores concentrações de geisers do mundo (na verdade, esse é o nome de uma das muitas formas desse fenômeno molhado), e saem tours diários de diversas operadoras para o meio do deserto, ver as águas rolarem.
Se não sofri com a aleatoriedade, sofri com o frio de -8ºC e o incômodo horário de acordar (4 da manhã). Mas o passeio valei a pena, especialmente pelo horário corujão. Chegar antes da horda de turistas é importante pra conseguir ver o fenômeno de verdade.
Nosso grupo, pequeno, tinha cerca de 8 pessoas, praticamente todos fotógrafos, o que gerou toda uma cumplicidade nas chatices do hobby: Sai da frente, espera um pouco, aguarda lá no carro que eu já vou…
Enfim, eis as fotos:









