Parece estranho, mas essa viagem começou a ser planejada há cerca de 15 anos. Não nos guias de viagem, mas nos jogos de computador que me tomavam horas e horas da adolescência. Tomavam não, somavam.
Sempre tive hábitos meio nerds. Em vez de ser boleiro, fui um adolescente blogueiro. Em vez de entender tudo de carro, gastava meu tempo com livros de RPG. E no lugar de Street Fighter, meu game predileto era o Civilization, um jogo de estratégia em que sua missão é conquistar a estrela Alpha Centauro, sendo que pra isso, antes de mais nada, você tem que inventar… a roda.
Talvez o Civilization tenha me dado mais tesão de aprender história que qualquer professor do colégio. Lembro que ficava horas a fio (cheguei a passar de 12) sem comer ou qualquer contato com o mundo exterior, só movendo pedras no tabuleiro virtual, tentando entender qual a importância da descoberta da cerâmica para as descobertas tecnológicas subsequentes. E também como algumas construções especiais mudariam drasticamente o rumo do jogo.
Essa viagem foi um tour por algumas dessas maravilhas (ou Wonders, como põe o jogo). O Parthenon, a Capela Sistina, as Pirâmides e, hoje, encerrando o tour, a Hagia Sophia. Acho que foi a realização de um sonho de garoto nerd, desses de comemorar pra sempre. Viva Sid Meier!







