Em um ponto, eu realmente concordo com os manifestantes de fortaleza. Se é pra ser uma ditadura, ao menos que seja uma ditadura que dança.
Em todos os feriados nacionais (cerca de oito por ano) os norte coreanos se reúnem nas praças com suas roupas tradicionais para dançar uma imensa ciranda. Como o feriado do dia 14 era ainda mais especial (dia da independencia) eles fizeram uma ciranda de cerca de 10 mil pessoas na praça principal de Pyongyang. Ao som de músicas que cantam os feitos dos grandes líderes, eles batem palmas, giram e quase sorriem.
Ao longo dos dias que antecederam a festa, era possível ve-los ensaiando em pequenos grupos em diferentes pontos da cidade. Mas velos todos juntos, coloridos e gigantescos, sob o céu de fogos de artifício, com certeza foi uma das imagens mais impactantes da viagem até aqui.
O como já falei aqui, comecei a viagem pela festa de libertação de Cingapura. Muito mais rica, acho que a festa do Sul acabou não tendo a mesma graça da do norte. Aquí as coisas pareceram hm tanto mais genuínas, feitas efetivamente pelo povo (ainda que por motivos estranhos). La o povo era espectador de um espetáculo feito por outro “grande lider”, eleito por uma democracia duvidosa.
É muito complicado entender a Ásia.







