Lembram que há pouco menos de um ano eu decidi aprender a andar de bicicleta, entre outros motivos, pra ter um pouco mais de liberdade nas minhas viagens? Pois bem, se já não tivesse sido compensado o esforço nas viagens anteriores, nessa, só por hoje, já teria valido a pena.
Já meio que com saudades de casa (sempre bate no fim de qualquer viagem) e sem muito saco pra programas turísticos padrões, passei a manhã lendo uns livros jurídicos no hotel (caras… eu realmente gosto de direito). À tarde, aluguei uma bike e resolvi dar uma volta meio sem rumo, pra matar o tempo. No meio do caminho, começou um temporal e eu tive que me abrigar no primeiro lugar que encontrei, um parque um bocado longe de onde estou hospedado.
Passada a chuva, em vez de retomar a pedalada, resolvi explorar um pouco o parque que o acaso tinha me dado de presente. Sem saber muito bem o que esperar, comecei a subir por uma trilha. E a trilha continuou. Continuou. Continuou. Sempre em subida. Quando dei por mim, olhei pra baixo e a cidade já estava há uma distância grande, e começava a parecer pequena pros olhos.
Descobri, só depois, que é um pico de cerca de 400m de altura, um dos maiores das bandas de cá, e que no parque existem centenas de estátuas budistas cravadas na pedra (infelizmente… não tive tempo de chegar nessa parte do parque…). Mas a vista lá de cima era tão fantástica que espanta que o lugar não aparece em praticamente nenhum guia turístico. E, talvez por isso… pasmem… quase não tinha chinês lá.