Sobre cartórios, moteis e outras jabuticabas

Uma amiga americana me disse que essa coisa de “reconhecer firma” é mais uma das nossas jabuticabas, coisas que só existem no País do Futebol. Achei engraçado, como acho engraçado sermos o único país em que as pessoas não pedem mais pra você assinar o recibo do cartão de crédito (O que é bem lógico, certo? Você já digitou sua senha). No fundo, são variações de uma mesma coisa: Assinatura é algo para o que nós não damos a mínima.

Gosto de ficar observando os países em busca de coisas que são peculiaridades nossas. Guaraná é outro clássico, além do mais gostoso dos queijos: Catupiry! Uma amiga colombiana também me disse que em tudo nós pomos farofa, essa brasilidade em pó. E a mandioca, que é um vegetal que existe em outros países, em nenhum lugar é tão bem aproveitado como do lado de cá.

No Panamá finalmente encontrei algo que até então só havia visto no Brasil: O bom e velho “hotel adulto”, vulgo motelzinho (ou SPA como duas ex-namoradas eufemizavam o lugar). E, sendo nascido e criado em Pindorama, não consigo entender porque não existe isso mundo a fora. Como fazem os filhos que vivem com os pais e os pais que vivem com os filhos? Como acontecem as escapadas em meio de expediente com a colega de trabalho?

O mundo é cheio de mistérios. No Panamá, pelo menos, não existe esse problema.

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