Um cafezinho melhor que a comenda

Hoje de tarde os desembargadores do TRT entregaram comendas a pessoas de grande importância para a Justiça do Trabalho bandeirante. Eu imagino que isso signifique: Pessoas que contribuíram de forma decisiva para auxiliar na função maior dessa que alguns chamam de “justicinha”: garantir o cumprimento dos direitos sociais.

Pois bem, os agraciados são quase todos do alto clero. Mas um capítulo da lista chama bastante atenção. Os cavaleiros: Esses do povo, pessoas sem nobreza, que mesmo assim contribuem para esse grande mister. Aqui entram, por exemplo, os milhares de servidores do tribunal. Justo, justíssimo, vai pensar quem conhece minimamente os trâmites intestinais do tribunal.

Mas não é que a lista (miúda, 13 nomes) de cavaleiros inclui a ascensorista do elevador privativo, o chefe do setor de carros oficiais e o responsável pelo cafezinho dos desembargadores? À primeira vista, é fofinho… mas…

Com todo respeito à D. Gerusa (que deve ser uma pessoa excepcional, mas não a conheço pois o elevador privativo não atende os outros possíveis cavaleiros), homenagear a pessoa que poupa os dedos nobres dos desembargadores de apertar os botões do elevador em detrimento daqueles (qualquer deles) que se desdobram em salas de audiência e secretarias de turma… isso diz MUITO sobre como encaramos a justiça por essas bandas. Mais valem as prerrogativas que a função exercida.

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