Macacos me mordam

Segundo dia de tour começamos pelo templo do macaco sagrado (!?!?). Não confundir com a floresta dos macacos, que fica no centro de Ubud, apesar das muitas semelhanças. Toda a estrutura de estátuas e templos parece um tanto abandonada nesse templo, o que dá um charme interessante pras coisas. Parece um templo perdido, repleto de macacos dóceis que pulam em você (sem agressão) em busca de comida. Ao contrário de Uluwatur, e tal qual a floresta dos macacos, eles não roubam suas coisas. Mas é melhor não dar bobeira, certo?

Outra vantagem que vi em relação à floresta dos macacos é que, como é fora do circuito turístico mais tradicional, o volume de turistas é muito menor. A maior parte do tempo, na verdade, eu estava sozinho. E há diversos guias públicos (já incluídos no preço do ticket) espalhados pelo parque.

De lá partimos pra Pura Ulun Beratan, o templo das águas, no norte de Bali. O templo é famoso e estampa a nota de 50.000 Rúpias. Além disso, foi meu papel de parede de computador durante alguns meses antes da viagem pra Indonésia… Resultado… a grande decepção da viagem…

Como é cheio, a experiência tá longe de oferecer a paz que as fotos sugerem. Além disso, por ficar em uma região montanhosa, a chance de tempo ruim é bastante grande…

Tudo no templo parece um tanto artificial, o que estraga um bocado a experiência.  Além disso, o templo fica muito muito longe de Ubud. Sinceramente, foi o passeio-que-não-vale-a-pena da viagem.

Terminamos o dia com o por do sol em Tanah Lot. Devido ao trânsito e à distância imensa do templo de Beratan para Tanah Lot, acabei chegando em Tanah muito perto da hora do por do sol. Resultado: não tive tanto tempo pra explorar a região, que pareceu muito mais cênica que o outro templo. Uma imensidão de pessoas vem pra este templo exclusivamente pro por do sol, um dos mais bonitos que já vi.

São alguns templos situados em penínsulas na costa recortada, em uma praia frequentada por surfistas em busca das boas ondas do lugar. O mais cênico, na minha opinião, é o que fica ao final de uma península-falésia, no meio do qual tem um furo imenso causado pela erosão de milhares e milhares de anos.

Ali vi um dos espetáculos naturais mais bonitos da viagem. Como eu falei de Labuan Bajo, ali também acontece um fenômeno de morcegos que saem de sua caverna em busca de alimentos tão logo o sol se põe. É um movimento único, conjunto, impressionantemente bonito. Milhares e milhares de morcegos voando juntos no por do sol, em uma nuvem assustadora e linda.

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