Sem cerimônias

No terceiro dia dispensei o motorista. Estava muito cansado pra passar o dia inteiro no carro. Queria ficar mais tempo na piscina e caminhar apenas por perto do hotel. Queria também achar meu caminho para o Palácio de Peliatan.

Queria encontrar esse palácio porque li na internet que li era um dos lugares que ainda cultivavam o “Legong-de-Raiz”. Encontrei, mas explico isso um pouco mais adiante. Na peregrinação, acabei dando a sorte de trombar com uma cerimônia muito singular. Além dos templos públicos maiores, os nobres de Bali costumam ter seus templos familiares, onde celebram cerimônias relativamente privadas em algumas ocasiões especiais.

Caminhando em busca do palácio de Peliatan, encontrei um desses templos familiares, com a entrada completamente decorada e diversas pessoas formalmente vestidas na porta. Acanhado, fiquei circulando em volta do templo por alguns minutos, até que resolvi ter a cara de pau de perguntar (em mímica) se poderia entrar. A primeira resposta foi não, pois eu não estava de Sarongue. Mas, por algum motivo que não lembro, eu tinha colocado meu saiote na mochila. Mostrei pros homens da entrada que, então, me deixaram entrar.

Lá dentro havia uma orquestra de instrumentos locais além de um jardim central onde estava acontecendo o culto propriamente dito. Fiquei cerca de 2 horas por ali sem entender muito bem o que estava acontecendo (ninguém falava inglês…). Mas percebi que alguns trechos da cerimônia eram só com mulheres, outros só com homens, que havia muitas oferendas envolvidas e que tinha uma espécie de “dress-code”. Além disso, no salão dos fundos, serviam comidas variadas, já que a festa parecia se estender pelo dia adentro.

As pessoas não pareciam incomodadas com minha visita, mas em alguns momentos pontuais me tiraram o jardim central (algo claramente relacionado à cerimônia, já que eu podia continuar observando pelo lado de trás do portal).

No resto do dia perambulei por Ubud. Fui até a Floresta dos Macacos, caminhei pelo mercado local, os restaurante e lojas da rua central etc. Como já disse, a culinária de Bali não me impressionou e as compras não são exatamente um programa turístico pra mim… Mas tem bastante artesanato bonito espalhado pelas infinitas ruas do mercado.

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