O trânsito maluco das cidades chinesas, em que cidades com mais de 5 milhões de habitantes têm poucos semáforos e as pessoas, os carros, os tuctucs, as bicicletas, as motos, os ônibus, todos se empurram na rua em uma “lei do mais forte” para descobrir quem chega primeiro do outro lado. Quem de perto vê esse caos logo jura: Todo chinês morre atropelado antes dos 10 anos de idade. Não se morre.
A higiene precária no preparo dos alimentos: Os restaurantes chineses são normalmente sujos, e espanta quando se tem a sorte de encontrar um mais ajeitado. Lavar as mãos, qualquer um que frequenta um banheiro na China logo percebe, é um luxo. A água, que mesmo mineral tem um gosto suspeito, põe em dúvida a qualidade dos alimentos. Quem de perto vê esse caos logo jura: Todo chinês morre de cólera antes dos 20 anos de idade. Não se morre.
A sinfonia de escarros nas rrrrruas: Basta parar por alguns instantes em qualquer esquina e não vai demorar a ouvir o gutural e tradicional som da China. Em uma acepcia peculiar, @s chines@s limpam seus pulmões profundamente e com frequência. E pra essa higiene bastante íntima, não tem hora nem lugar: Deu vontade, lança-se o que há de mal no corpo pra fora em direção à calçada. É tanto catarro que quem de perto vê esse caos logo jura: Todo chinês morre de tuberculose antes dos 30 anos de idade. Não se morre.
Os pulmões, por sua vez, são bem treinados. Os homens chineses (e algumas poucas mulheres) parecem fumar desde muito cedo. Vi um garoto chinês de 10 anos (que trabalhava em um restaurante, por volta das 2 da manhã) fumando. 1 bilhão de fumantes, ativos ou passivos. Quem de perto vê esse calos logo jura: Todo chinês morre de câncer no pulmão antes dos 40 anos de idade. Não se morre.
E se os pulmões se exercitam com frequência, o coração, esse é um guerreiro. Quem acha que americano come muita gordura, deve conhecer pouco da culinária chinesa do dia-a-dia. Em meio aos mercados noturnos das grandes e pequenas cidades da china, uma infinidade de gororobas fritas: Animais, vegetais, plantas, insetos… tudo que se possa jogar no óleo quente, vira um “”delicioso”” quitute. Quem de perto vê esse caos logo jura: Todo chinês morre de enfarto antes dos 50 anos de idade. Não se morre.
E aos domingos, perdido nos parques e praças de Pequim, pude constatar o inexplicável. Ali, em meio a árvores, lagos e a famosa poluição chinesa, senhores e senhoras praticam seus esportes, jogam seu carteado e esbanjam uma vitalidade que muito ativista de “Fora-Glútem” aí não tem… Quem vai entender a China?