Avareza

Posso te mostrar meu brinquedo de infância? Seu nome é Tomas, e ele me disse que os meninos riam dele porque seu nome era estranho. Correu nos arbustos e trouxe planta. Quebrou o graveto no meio e soprou meia dúzia de bolas de sabão. Riu dos meus olhos espantados.

Tomas é um garoto do interior da Indonésia que cresceu em Pindul. Aprendeu inglês vendo filmes na TV e disse que sonha em conhecer outro país. Mas tem medo das leis estranhas… Por exemplo, uma vez foi pra capital e conheceu uma garota linda que não usava véu. A garota deixou ele pegar nos peitos dela. Mas depois falou que ele tinha que pagar por isso! Ele traumatizou.

Perguntei pro Tomas o que ele gosta de comer. Da Indonésia? Sim. Da Indonésia ele gosta de pato. Mas do mundo todo ele ama McDonalds.

Ele disse que era bom que eu não era cristão. Assim era mais fácil eu virar muçulmano. Mas não se alongou muito no assunto… Preferimos rir das folhas que faziam bolhas e das mulheres que não usam véu.

DSC03197DSC03124DSC03116DSC03092

Por que Indonesia?

A ideia de viajar para a Indonesia surgiu depois de muitas conversas com viajantes mais experientes que eu. Quando se vaga pelos países alheios a gente sempre encontra com pessoas que estão dedicando a vida exclusivamente a viajar. Às vezes por pouco tempo, às vezes sem prazo certo pra terminar. É um tipo de viajante muito peculiar, normalmente gente que surta com o trabalho ou que acabou de terminar a faculdade, e que decide sair sem rumo pelo mundo.

Essas pessoas normalmente tem um portfólio de países tão grande no currículo, que consegue comparar experiências e chegar em peculiaridades que podem fazer uma viagem especial.

Nas conversas de mesa de bar que tive com gente com esse perfil, sempre perguntava: Qual o melhor lugar pelo qual você já passou? Claro que as respostas eram difusas, e que a experiência de cada um é diferente da do outro. Mas a Indonésia sempre aparecia com uma frequência grande nesses papos de boteco. Isso me encorajou a pesquisar mais sobre esse país que, confesso, nunca tinha pensado antes em visitar.

Pois bem, ao mesmo tempo que recebia boas notícias vindas da Indonésia, também recebi muitos desestímulos. As pessoas apontam uma série de problemas no país, especialmente relacionados às dificuldades de mobilidade. Muita gente reclamou dos horários caóticos dos transportes; o trânsito insuportável; a escassez de opções… Não posso dizer que as pessoas estavam mentindo, mas na prática, olhando agora em retrospectiva, tenho certeza que o Diabo não é tão feio como se ponta. Os elogios se mostraram bem mais verdadeiros que as críticas e os perrengues, com certa dose de paciência e/ou uns trocados a mais, são facilmente superados.

Preços ridiculamente baratos

Noves fora, a Indonesia foi uma das viagens mais baratas que já fiz na vida. Tive, claro, uma vantagem competitiva: Consegui pegar as passagens numa promoção de milhas, e os bilhetes do Brasil até a Indonésia não são exatamente baratos. Mas fora os vôos de cá pra lá, tudo no país é ridiculamente barato.

Por exemplo: Não é difícil encontrar um bom hostel por algo como R$ 30,00 por noite. E mesmo pra pessoas mais frescas (como a idade me tornou), um quarto individual simples pode sair por algo como U$ 17. Uma dupla de amigas conseguiu em Flores, próximo à Ilha de Komodo, por algo como U$ 12, um quarto para duas pessoas, em um hotel que não era dos piores. O hotel mais caro que fiquei, que tinha uma piscina bem bacana, de frente pra uma pequena plantação de arroz bastante cênica, me custou U$ 30. Esse quarto, que tinha ar condicionado e um belo café da manhã servido na varandinha do quarto, comportava facilmente três amigos (uma cama de casal tipo king e uma cama de solteiro).

A comida também, em geral, é bastante barata. Tirando os restaurantes estrelados, em que se paga o mesmo que um restaurante mediano em SP (e come-se pior, na minha opinião, apesar de ter o lance cultural de experimentar os temperos diferentes deles), os restaurantes comuns vão te cobrar valores bastante acessíveis. Um prato de comida num restaurante comum custa cerca de 7 reais (minhas pedidas seguras normalmente eram o “risotto” deles e um negócio chamado Gado-Gado, que são vegetais cozidos com molho de amendoim).

Uma história curiosa aconteceu em um dos tours que tava fazendo em Bali: Eu vi um restaurante na estrada que era um dos poucos que tinha resenha no Trip Advisor por perto de onde estávamos. Pedi ao motorista pra pararmos ali, ele disse que era um restaurante caro, se isso não era um problema? Falei que não e ficamos por ali mesmo. Quando veio a conta, vi que o caro para ele significava algo como R$ 25,00 (detalhe: estamos falando de almoço com bebida e café para DUAS pessoas).

Por falar em motorista, isso também tem que ser colocado nesse capítulo de preços. De fato, como as pessoas tinham me dito, o sistema público de transporte aqui em Bali não é dos melhores. Então, o ideal é meter a mão no bolso e recorrer a um tour, privado ou coletivo. Como minha viagem foi um tanto mais apressada, fiquei com a primeira opção. Mas daria pra gastar um terço do que gastei se optasse pelos coletivos.

E mesmo “chutando o balde”, estamos falando de gastos relativamente modestos. Eu contratei um motorista que falava um inglês “ok”, um carro confortável com ar condicionado, gasolina, estacionamento e pedágios, tudo por cerca de R$ 175,00 por dia. Se eu estivesse acompanhado, daria pra dividir esse valor com até 6 pessoas, já que o carro comportava 7. O motorista me disse que o preço seria o mesmo, ainda que o carro estivesse cheio. O valor me dava direito a tantas horas quanto eu aguentasse, o que, no último dia, significou algo como 14 horas.

Os vôos internos são mais caros do que reza a lenda. Mas ainda assim é possível conseguir transporte entre as cidades por preços que não são extorsivos.

Idioma, cordialidade e barganha.

Ninguém que encontrei na Indonésia falava um inglês decente. Mas todo mundo falava algo, o que é bem fantástico. Você pode não conseguir os melhores guias pra te explicar as coisas locais, mas qualquer pessoa aleatória na rua vai ajudar você pras coisas simples.

Aliás, baita povo simpático. Mesmo nos centros mais turísticos, como Ubud, todo mundo é bastante receptivo e carinhoso.

É chato, é verdade, a insistência das pessoas em tentar ganhar dinheiro de alguma forma. Taxistas, principalmente, mas outros serviços voltados a turistas também são bastante insistentes. Outra coisa insuportável é a cultura da barganha: A maioria dos lugares de comércio vai te dar como primeiro preço algo que é 10 vezes mais caro que o valor de fato do produto. Pra quem, como eu, não gosta de dar preço no trabalho alheio, isso é realmente insuportável. Mas, se não quiser bancar o trouxa, vai ter que gastar um tempinho discutindo preço com o vendedor.

Reservar antecipadamente ou não?

Por conta do terrorismo que alguns amigos fizeram, resolvi me preparar pra essa viagem com bastante antecedência. Reservei tudo ainda no Brasil pra ter certeza que nada seria perdido, evitando perrengues. Bem, me arrependi.

Não sei se em alta temporada seria diferente, mas agora, em Abril/Maio, foi algo totalmente desnecessário. Tudo poderia ser comprado na hora e, principalmente, pagando muito menos. Paguei, em média, 25% a mais que as pessoas que chegavam nos lugares com a cara e a coragem. Estou falando de hoteis, passeios, tours etc.

Yogyakarta – O começo do roteiro

Minha viagem pela Indonésia começou pela cidade de Yogyakarta (ou Yogya, pros íntimos). Curiosamente, muitos (muitos mesmo) dos que conheci ao longo da viagem, nunca pensaram em visitar a cidade. Pois pra mim foi talvez o trecho mais interessantes.

A principal atração de Yogya são os dois maiores monumentos da Indonésia: Prambanam e Borobudur. Ambos construídos por volta do século nove, tempo em que viviam em aparente harmonia Hindus e Budistas.

Borobudur é o maior monumento budista do mundo. São 504 estátuas espalhadas pelos andares superiores do monumento, 72 dos quais enclausurados em “stupas”. O monumento fica a cerca de duas horas do centro de Yogya e a melhor hora do dia pra visitar é no nascer do sol. Aliás, em Yogyakarta eles exploram muito bem o aspecto comercial do nascer e do por do sol. Diversos templos e/ou monumentos têm programas especiais pra essas horas, inclusive com tickets diferenciados, como é o caso de Borobudur.

Contratei um tour especial para Borobudur que me custou 8 Dólares de transporte + a entrada do monumento, que, para o nascer do sol, tem o salgado preço de R$ 100,00. Mas é um dinheiro muitíssimo bem investido. É uma daquelas experiências de “uma vez na vida”. Apesar de relativamente cheio (cerca de 50 pessoas quando fui), é uma experiência de paz imensa. O horizonte sendo cortado pelos cânticos muçulmanos matinais; os pássaros ensaiando os primeiros vôos da manhã; o sol nascendo vagarosamente e iluminando as “stupas”. Momentos realmente inesquecíveis.

Passado o nascer do sol, começam a chegar as hordas de visitantes. Aí o lugar perde toda a paz inicial. São muitas e muitas excursões de estudantes, além do volume normal de turistas. Uma coisa curiosa é que, como a cidade recebe muito menos turistas que Bali, por exemplo, as pessoas são muito menos acostumadas com estrangeiros. Eu parei de contar quando tirei a 45ª foto com adolescentes (e até alguns adultos) que queriam mostrar nas redes sociais o estrangeiro que eles conheceram. Já tinha passado por situação parecida na China. Mas em Yogya foi muito mais frequente.

Na saída do monumento tem alguns jardins imensos onde é possível se esconder e relaxar um pouco. Daí, minha dica pra uma visita tranquila a Borobudur é chegar para o nascer do sol e, por volta das 8 da manhã, ir lagartixar nos jardins.

Não fiz isso, mas é possível se hospedar ao lado do monumento. Há um hotel dentro de Borobudur. Mas como o lugar é longe de tudo, acho que só vale a pena se vc tiver muitos dias de férias e resolver passar o dia todo por lá (por do sol de um dia, nascer do sol do outro… parece uma boa). O mesmo hotel também oferece um belo buffet de café da manhã, que pode ser comprado à parte.

Para o por do sol, um lugar bem bacana é o outro monumento, Prambanam. Como eu disse, construído na mesma época de Borobudur, segundo o guia tratou-se de uma competição de vaidade entre as lideranças religiosas de budistas e hinduístas. Mas, ao contrário de Borobudur, os terremotos de 1100 destruíram quase que completamente Prambanam. Originalmente eram 240 torres, hoje menos de 20 estão de pé. Mesmo estas, reconstruídas, como um imenso quebra cabeças. É impressionante imaginar eles juntado os cacos daquelas construções para montar, sem nenhum modelo prévio, o que se imagina ser a estrutura original.

Ao contrário de Borobudur, eles não têm um programa especial de visitação no por do sol. Acontece que o por do sol lá é também muito bonito e, absurdamente, o templo fecha 30 minutos antes do por do sol. O truque é (e muitos “sunset-hunters” fazem isso) ficar driblando a segurança, já que o templo é gigantesco.

Tanto Borobudur quanto Prambanan parecem saídos de outro planeta. São estruturas imensas, de formas completamente atípicas pra quem, como eu, não está acostumado às religiões asiáticas. E inspiram uma paz incrível.

Para quem está com muita muita pressa, é possível ver os dois em um único dia. Mas acho que isso tende a minimizar a experIência. Eu recomendaria ficar 3 dias em Yogya, um para cada templo e um terceiro para rodar a cidade. E aí, combinar os dias dos templos com outros passeios.

Fui em um passeio de caverna chamado “Goa Pindul”, achei bastante sem graça.

Há alguns outros templos e monumentos espalhados pela cidade, especialmente ao redor de Pranbanam. Alguns rendem, pelo que li, pores de sol bastante bonitos.

O palácio das águas, a julgar pelo trip advisor, é uma daquelas atrações do tipo “ame ou odeie”. Eu fiquei com o primeiro time. Um lugar simplório, é verdade, mas que encanta pelas cenas de vida comum. Os adolescentes brincando, as vilas do entorno, os artistas trabalhando… Gosto disso.

Uma rua bastante famosa de lá (Majoboro) lembra uma espécie de 25 de Março. Achei um bocado Jeca a forma de as pessoas exaltarem aquilo como uma atração turística. Mas a verdade é que 9 entre 10 guias colocam aquela região como uma atração especial da cidade.

Rodar pela cidade é especialmente interessante. Ao contrário das outras áreas mais turísticas da Indonésia, Yogya é de maioria muçulmana. Mas de um islamismo meio mestiço, sincretizado com elementos do hinduísmo. Além disso, os hábitos são bastante provincianos, e é uma delícia ver os adolescentes com seus violões pelas ruas e vilas.

O transporte da cidade é comummente feito por umas bicicletas chamadas becaks. São bikes com um sofazinho pra duas pessoas na frente, que podem te transportar por alguns kilômetros (algumas poucas são motorizadas). Mas o meio de transporte mais pitoresco são uns carros curiosos que circulam por próximo ao palácio central de Yogya. São como fuscas (tem alguns outros modelos também, mas a maioria é de fuscas) adaptados. Substitui-se os pneus por rodas de bicicleta, o motor por correias. Ilumina-se por uma infinidade de neons e motivos de desenhos animados… Voilá… o carro mais brega que já vi na vida.

Da primeira vez que vi, achei que fosse algo pra agradar as crianças. Mas passeando à noite pelas ruas de Yogya, vi que a grande maioria dos que andam nos fusquetas são jovens casais de adolescentes. Especialmente ao redor de uma praça bem peculiar chamada Alun Alun. É uma praça com duas árvores no centro, na qual as pessoas jogam um jogo no qual você tem que vendar os olhos e atravessar a praça pelo meio das árvores. Visto de fora, as árvores estão tão distantes uma da outra, que parece estupidamente fácil. Mas quase ninguém consegue!

Ao redor das árvores, dezenas de barraquinhas simplórias de comida servem coisas locais. As pessoas sentam no chão e comem sobre pequenos tabuleiros. 

Gastronomicamente, não comi nada digno de nota em Yogya. Mas disseram que o Gudeg é o prato típico de lá… Não comi por um motivo bom: No dia em que fui no restaurante que, segundo os guias, servia um bom Gudeg, ele tava fechado para um casamento de uns figurões importantes da cidade. Pincelei a situação aqui (https://404destinos.com/2016/04/24/casamento/)

As crianças em Yogyakarta são especialmente simpáticas. Menos habituadas a turistas, elas não se acanham e puxam papo com você o tempo todo. Muitas pedem que vc fotografe elas (“mister, mister, photo, photo”), outras se escancaram em risadas largas por ver um estrangeiro.

Yogyakarta é também uma região produtora do chamado “Kopi Luwak”, também conhecido por “Cat-Poop-Cino”, “Cafezes” ou Café de cocô de gato. É famoso por ser o café mais caro do mundo. Isso porque a produção é necessariamente bastante pequena. Os grãos são colhidos no chão das florestas do sudeste asiático, depois de comidos e cagados por pequenos gatinhos (Civet). Como o grão é “digerido” junto co outras frutas comidas pelo gato, ele ganha um aroma meio diferente. E como o grão não é efetivamente processado no estômago do gato, ele sai quase como entrou. Depois de limpar e descascar os grãos, passa-se ao mesmo processo de torra de todo café. No Brasil, sei que uma xícara desse café é vendida por uns R$ 40,00. Aqui, consegue-se por algo como R$ 5,00, ainda assim caro pra um café, né?

E, sinceramente, nem achei tanta coisa assim. É um bom café, mas só.

Em Yogyakarta fiquei hospedado em um hotel chamado Adhistana. Um quarto com ar condicionado, duas camas de solteiro bem confortáveis. Café da manhã bem razoável. Chuveiro mediano, de água quente e fria. O hotel tem uma piscina bem bonita e a decoração das áreas comuns é bacana. A localização poderia ser um pouco melhor, mas não é ruim. Paguei U$ 20,00 por noite.

Listas: 10 cidades que mais gostei de conhecer

Sempre fiquei um tanto receoso de plastificar assim uma lista. Um pouco por sempre mudar de opinião. Um pouco por achar meio presunçoso querer montar rankings quando se conhece um pedaço tão pequeno do mundo.

Mas depois de muito pensar (e de viajar também), cheguei à conclusão que listas não se pretendem definitivas, mas são um exercício pessoal tão gostoso: um jeito de organizar o passado nas ideias e as ideias no passado. Além disso, acredito que já posso me considerar um viajante experiente sem que isso soe pedante…

Acho que já dá pra começar a compartilhar um pouco mais minha opinião comparativa entre elas, sem medo de parecer ridículo. No fundo, o que espero é que essa lista inspire algum de vocês a visitar esse ou aquele destino. Ou até a montar sua própria lista e compartilhar comigo.

10. Amsterdam

O povo mais legal que conheço na Europa é o Holandês. Gente tranquila, educada, alegre, liberal, culta… Para além dos preconceitos e do turismo adolescente, gosto bastante das vielas do Red Light, além dos inúmeros museus e bons parques de lá.

DSC02476

9. Berlim

Uma cidade jovem, artística mas, principalmente, histórica. Ao contrário do resto da Europa, em que no mais das vezes a história é longínqua, milenar, Berlim guarda uma história próxima que dialoga muito com nossa vida: A segunda guerra mundial, a guerra fria, a nova Europa…

1025603_544018745634091_506869321_o

8. Havana

Não me marcou apenas por ser a capital comunista das Américas. Mas principalmente pela musicalidade e o sorriso aberto dos cubanos. A arquitetura e os muitos “jeitinhos” que os cubanos arrumam pra se virar também brilham.

1518329_668897853146179_1328960801936018548_o

7. Yogyakarta

Jogya foi a maior surpresa da minha viagem à Indonésia (o País que mais gostei de conhecer até hoje). O turismo por ali é relativamente pouco, perto das cidades mais famosas da Indonésia. Talvez por isso o povo seja especialmente provinciano, alegre e receptivo. Mas, óbvio, o que realmente impressiona ali são os dois gigantescos monumentos: Borobudur e Prambanam.

DSC02808

6. Los Roques

Acho difícil encontrar no mundo praias mais bonitas que as do Caribe. Mas o preço disso, muitas vezes, é um turismo maluco, de resorts e cruzeiros, que tá longe de ser o que curto em férias. Mas Los Roques, por ficar na problemática Venezuela, e ainda assim não ser um destino tão turístico quanto “Isla Margarita”, consegue reunir toda a poesia azul do mar de lá com a tranquilidade de uma ilha deserta. É o mais perto que cheguei do paraíso, com certeza.

884555_517257791643520_788543973_o

5. Seul

Muito “Jeong” envolvido.  Eles são simpáticos e prestativos como os japoneses, mas muito mais carinhosos e abertos a boas conversas. Valorizam bastante a cultura própria, apesar de estarem abertos também ao que vem de fora. Têm uma comida fantástica e prédios impressionantemente bonitos, tanto modernos quanto tradicionais.

DSC08761

4. Sidney

Ainda estou me perguntando qual a cidade mais bonita do mundo: Sidney ou Rio. Se os cariocas têm as montanhas, Sidney tem a beleza de um país desenvolvido, que cuida da qualidade ambiental das praias e do verde espalhado por todo canto. A costa recortada, os passeios de barco, os pubs…

DSC03152-HDR

3. Londres

O British, o West End e os fantásticos castelos… Acho que Londres é a primeira cidade da lista (parelho com Sidney) das cidades nas quais eu moraria se um dia tivesse que sair do Brasil. Aprendi lá a verdade de uma frase: “Quando um homem se cansa de Londres, ele está cansado da vida; porque há em Londres tudo que a vida pode trazer”.

278617_225892094113426_4140564_o

2. Istambul

Istambul me recebeu com a caótica Instikal às 2 da manhã, me conquistou com o por do sol no Bósforo e se despediu com a impressionante beleza de suas igrejas e mesquitas (principalmente Hagia Sofia). A culinária de lá talvez seja a melhor que já experimentei.

DSC03137

1. Tókio

Não tive nenhuma dúvida pra escolher a primeira cidade dessa lista… Tão exótica quanto moderna. Tão conservadora quanto maluca. Tókio diverte e assusta com os mesmos elementos. O silêncio absoluto no metrô, quebrado pela música infantil do sistema oficial de som… As imensas lojas de departamento com tudo o que você não imaginava que existe… As fantasias dos jovens, a delicadeza de plantas e flores…

478919_470479122988054_511819844_o

Casamento

Por essas sortes do acaso, mal cheguei à Indonesia e já fui parar em uma cerimônia de casamento. O mais curioso é que, tal qual fazemos nos velórios, descobri que as pessoas mandam coroas de flores (e placas bastante decoradas) para celebrar os noivos. Fui recebido pela família da noive com sorrisos largos, como largos são os sorrisos por aqui. De adultos, adolescentes e crianças… tudo aqui se abre num sorriso tão fácil que, a princípio, deixa seu cinismo receoso. Mas não tarda a te desarmar e receber, igualmente alegre, a leveza de Yogyakarta.

DSC02595-HDRDSC02666DSC02662DSC02656DSC02646DSC02637DSC02619DSC02618DSC02612DSC02611DSC02605DSC02599