Listas: 10 cidades que mais gostei de conhecer

Sempre fiquei um tanto receoso de plastificar assim uma lista. Um pouco por sempre mudar de opinião. Um pouco por achar meio presunçoso querer montar rankings quando se conhece um pedaço tão pequeno do mundo.

Mas depois de muito pensar (e de viajar também), cheguei à conclusão que listas não se pretendem definitivas, mas são um exercício pessoal tão gostoso: um jeito de organizar o passado nas ideias e as ideias no passado. Além disso, acredito que já posso me considerar um viajante experiente sem que isso soe pedante…

Acho que já dá pra começar a compartilhar um pouco mais minha opinião comparativa entre elas, sem medo de parecer ridículo. No fundo, o que espero é que essa lista inspire algum de vocês a visitar esse ou aquele destino. Ou até a montar sua própria lista e compartilhar comigo.

10. Amsterdam

O povo mais legal que conheço na Europa é o Holandês. Gente tranquila, educada, alegre, liberal, culta… Para além dos preconceitos e do turismo adolescente, gosto bastante das vielas do Red Light, além dos inúmeros museus e bons parques de lá.

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9. Berlim

Uma cidade jovem, artística mas, principalmente, histórica. Ao contrário do resto da Europa, em que no mais das vezes a história é longínqua, milenar, Berlim guarda uma história próxima que dialoga muito com nossa vida: A segunda guerra mundial, a guerra fria, a nova Europa…

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8. Havana

Não me marcou apenas por ser a capital comunista das Américas. Mas principalmente pela musicalidade e o sorriso aberto dos cubanos. A arquitetura e os muitos “jeitinhos” que os cubanos arrumam pra se virar também brilham.

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7. Yogyakarta

Jogya foi a maior surpresa da minha viagem à Indonésia (o País que mais gostei de conhecer até hoje). O turismo por ali é relativamente pouco, perto das cidades mais famosas da Indonésia. Talvez por isso o povo seja especialmente provinciano, alegre e receptivo. Mas, óbvio, o que realmente impressiona ali são os dois gigantescos monumentos: Borobudur e Prambanam.

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6. Los Roques

Acho difícil encontrar no mundo praias mais bonitas que as do Caribe. Mas o preço disso, muitas vezes, é um turismo maluco, de resorts e cruzeiros, que tá longe de ser o que curto em férias. Mas Los Roques, por ficar na problemática Venezuela, e ainda assim não ser um destino tão turístico quanto “Isla Margarita”, consegue reunir toda a poesia azul do mar de lá com a tranquilidade de uma ilha deserta. É o mais perto que cheguei do paraíso, com certeza.

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5. Seul

Muito “Jeong” envolvido.  Eles são simpáticos e prestativos como os japoneses, mas muito mais carinhosos e abertos a boas conversas. Valorizam bastante a cultura própria, apesar de estarem abertos também ao que vem de fora. Têm uma comida fantástica e prédios impressionantemente bonitos, tanto modernos quanto tradicionais.

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4. Sidney

Ainda estou me perguntando qual a cidade mais bonita do mundo: Sidney ou Rio. Se os cariocas têm as montanhas, Sidney tem a beleza de um país desenvolvido, que cuida da qualidade ambiental das praias e do verde espalhado por todo canto. A costa recortada, os passeios de barco, os pubs…

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3. Londres

O British, o West End e os fantásticos castelos… Acho que Londres é a primeira cidade da lista (parelho com Sidney) das cidades nas quais eu moraria se um dia tivesse que sair do Brasil. Aprendi lá a verdade de uma frase: “Quando um homem se cansa de Londres, ele está cansado da vida; porque há em Londres tudo que a vida pode trazer”.

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2. Istambul

Istambul me recebeu com a caótica Instikal às 2 da manhã, me conquistou com o por do sol no Bósforo e se despediu com a impressionante beleza de suas igrejas e mesquitas (principalmente Hagia Sofia). A culinária de lá talvez seja a melhor que já experimentei.

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1. Tókio

Não tive nenhuma dúvida pra escolher a primeira cidade dessa lista… Tão exótica quanto moderna. Tão conservadora quanto maluca. Tókio diverte e assusta com os mesmos elementos. O silêncio absoluto no metrô, quebrado pela música infantil do sistema oficial de som… As imensas lojas de departamento com tudo o que você não imaginava que existe… As fantasias dos jovens, a delicadeza de plantas e flores…

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Escorre uma lágrima Nerd

Parece estranho, mas essa viagem começou a ser planejada há cerca de 15 anos. Não nos guias de viagem, mas nos jogos de computador que me tomavam horas e horas da adolescência. Tomavam não, somavam.
Sempre tive hábitos meio nerds. Em vez de ser boleiro, fui um adolescente blogueiro. Em vez de entender tudo de carro, gastava meu tempo com livros de RPG. E no lugar de Street Fighter, meu game predileto era o Civilization, um jogo de estratégia em que sua missão é conquistar a estrela Alpha Centauro, sendo que pra isso, antes de mais nada, você tem que inventar… a roda.
Talvez o Civilization tenha me dado mais tesão de aprender história que qualquer professor do colégio. Lembro que ficava horas a fio (cheguei a passar de 12) sem comer ou qualquer contato com o mundo exterior, só movendo pedras no tabuleiro virtual, tentando entender qual a importância da descoberta da cerâmica para as descobertas tecnológicas subsequentes. E também como algumas construções especiais mudariam drasticamente o rumo do jogo.
Essa viagem foi um tour por algumas dessas maravilhas (ou Wonders, como põe o jogo). O Parthenon, a Capela Sistina, as Pirâmides e, hoje, encerrando o tour, a Hagia Sophia. Acho que foi a realização de um sonho de garoto nerd, desses de comemorar pra sempre. Viva Sid Meier!

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A felicidade é uma marolinha que nos vem molhar os pés

Já faz algumas semanas que venho conversando com amigos sobre ser feliz no trabalho. Quando disse a alguns amigos, ainda no Egito, que estava com saudades do meu trabalho, uns me deram por hipócrita, outros por louco. Mas penso, de verdade, que é muito difícil ter uma vida que valha a pena se o seu trabalho é um tormento pra você. Não só acho possível, como acho necessário que você se sinta minimamente satisfeito com seu “ganha pão” pra conseguir viver mais que sobreviver.

Falo isso porque pra mim a felicidade é como uma dessas marolinhas que nos vem molhar os pés quando caminhamos na beira do mar. É impossível fazer com que ela esteja sempre ali. Ela vem e vai, a toda hora. Traz uma concha com o gol do seu time, leva um chinelo com uma doença, te faz cócegas quando seu trabalho é reconhecido, te leva o castelo de areia com uma desilusão. Não acredito muito em quem é feliz em tempo integral.

Mas pra que a felicidade nos molhe os pés é preciso caminhar na orla. E se esconder da vida é um jeito de passear de carro na beira mar: viver um relacionamento que já não dá mais certo, cultivar hábitos por pressão da família, dedicar um terço (ou mais) do seu dia a uma tarefa que te consome são formas de manter os pés secos.

É tão importante ter visão e atitude. Saber enxergar o que vale e o que não vale a pena na vida, e ter coragem de abdicar do que nos faz mal. É muito difícil buscar a felicidade. Eu mesmo não me sinto realmente feliz há algum tempo. Mas continuo me sentindo satisfeito com o que sou, e acho que esse é o grande ponto: olhar pra si e saber que se é exatamente o que se quer ser. Encontrar sentido no que se faz. Isso é caminhar na areia, de pés descalços. Mais cedo ou mais tarde a marolinha chega.

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