Mais um repost.
Conheci um@ menin@ que veio do Sul (27 de Setembro de 2014)
Nessa viagem o acaso me fez encontrar dois argentinos. Poderiam ser amigos, irmãos, primos, namorados… mas não se conheciam. Estavam a muitos km de distância, na vida e na história. Tinham a mesma idade, caminhos parecidos e destinos bem diferentes. E como “por força deste destino, um tango argentino me cai bem melhor que um blues”, aprendi mais um tanto com eles.
Com ele, dividi uma fila de 30 minutos e um hambúrguer num lugar disputado em Nova Yorque. Biólogo, Daniel visitava o estrangeiro pela primeira vez. Conhecia da política do mundo e discutia sua defesa de Cristina com a mesma passionalidade com que lamentava os rumos do seu “Independiente”. Estava ali para um congresso científico internacional e comemorava, discreta, merecida e humildemente, seu sucesso.
Com ela, dividi aquele por do sol da foto, que chamava a atenção justamente por não ser disputado. Nutricionista, Angelina comemorava a virada que deu no jogo da sua vida. Superou uma depressão que a levou a jogar para o alto a desesperança com o futuro portenho e se aventurar na crise europeia. Vende artesanato para turistas endinheirados nas ilhas canárias enquanto não homologam seu diploma universitário.
Viajar sozinho me tira as amarras de conhecer o outro. Acho que isso acontece com muita gente. Perde – se o medo de se achar ridículo, e se encontra caminhos curtos para iniciar uma conversa e beber um pouco da vida dos outros. E o fernet dos dois me inspirou um pouco por esses dias.
Antes do fim da viagem quero escrever um pouco mais sobre como é viajar sozinho. “Porque a vida só se dá pra quem se deu”, e estar na estrada solo nos deixa muito mais abertos a se dar.
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que lindo as fotos! e a storia tambem!
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